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sábado, 6 de setembro de 2014

Hotel Sweet Dream!

Capítulo 2
Andar 65
Lucas

            Na manhã seguinte fui comprar um pouco de pão e torta de limão para o café da manhã na volta o hotel estava bem agitado uma correria só aparentemente iria acontecer um evento aberto a todos os moradores, logo na entrada eu avistei um garoto que seguia o perfil de garoto que eu gosto. Alto moreno com cabelo Chanel, estilo skatista é claro lindo, nos meus olhos, pois sei que a quem não goste.

             Não o encarei muito pois não sou de chegar em ninguém, fui direto para o meu quarto onde tomei meu café da manhã, por sinal continuei hospedada no 57º andar, um pouco mais a tarde fui visitar uma lojinha na parte térrea onde encontrei o dono do prédio que ninguém conhecia exceto eu porque tivemos um encontro um tanto estranho dias atrás, também é o motivo pelo qual fiquei hospedada depois da minha competição.

            “Acabara de chegar no andar 68º e tinha uma sala muito escura que ironicamente foi onde havia perdido o panfleto que iria conseguir para a senhora deficiente, a sala estava muito escura então só tentei refazer meus passos e ir até onde deixei meu panfleto, quando a luz se acende  e tem alguém sentado atrás da escrivaninha, acho que tinha errado a sala.

            - Quem está ai? – Era uma voz grossa e nada familiar, aproveitei que ele estava de costas e comecei a me encaminhar a porta meio aberta que se fechara como um sopro, recuei um pouco com o susto e ao meu lado estava ele o dono do hotel.
            - Desculpe eu errei a sala.
            - Que desculpa pobre. Venha! -  E me agarrou pelo braço coisa que odeio profundamente.
            - Me larga. – Consegui me soltar e recuei o quanto pude.
            - Você entrou aqui.
            - Já disse que foi acidente.
            - Nada acontece por acaso.
            - Eu quero ir embora, agora mesmo. Abra a porta por favor.
            - Em fim um pouco de educação.
            - Como?
            - Quando você entrou não bateu na porta ou eu estou errado?

            Lhe dei as costas e me voltei a porta, fechei a cara e decidi que não me moveria exceto se ele abrisse a porta, ele começou a gargalhar, mas não mudei minha posição.

            - Qual o seu andar?
            - Por que eu lhe diria isso?
            - Sou o dono desse hotel e o meu elevador leva a todos os andares também.
            - Até parece que você é o dono do hotel, aposto que o dono nem mora aqui.
- Vai perder a aposta, pois tenho como provar.
- Pois prove.
- Ok! – Então ele simplesmente pegou a identidade e uns documentos do hotel, além de acessar a segurança e descobrir qual era o meu andar coisa que achei desnecessária, mas graças a isso diariamente recebo visitas inesperadas dele, cara chato, se bem que as histórias dele são bem interessantes pois ele costuma viajar muito e me pediu para continuar no hotel de graça com a condição de poder me visitar e ter com quem conversar, concordei mas claro que temporariamente.”

Ainda na loja fui em busca de um vestido de gala para a festa e ele sussurrou no meu ouvido.
- Então você vai a festa? – Perguntou Gerard, o nome do dono.
- E o que você tem com isso?

- Bom, em uma de nossas conversas você me disse que odeia festas.
- É mas decidi ir nessa e dai?
- Alguém em vista?
- É claro que não. Só pensei que seria melhor do que receber a visita de alguém indesejado.
- Pouxa! Agora magoou.
- Não ligo. – Ele riu.
- Acho que você fica bem de vermelho.
- Eu não.
“Apesar do parece eu chamando ele de velho, Gerard, não deve ter mais que uns 35anos já que ele herdou o hotel do pai que falecera.”

- Acho que vou a festa também. – Declarou.
- Se você for é bom que fico em casa e durmo mais cedo.
- Nossa como você é chata.
- Só quero um pouco de paz hoje, nada de visitas chatas.
- Ok, não vou falar com você pelo resto do dia, o que acha?
- Perfeito!
E foi justamente o que aconteceu Gerard não me olhou o resto dia parecia mesmo que eu era uma estranha o que de certa forma foi bom, mas ele exagerou quando eu entrei na festa e esbarrou em mim sem pedir desculpas, achei o limite da brutalidade. E percebi que tinham muitas pessoas com amigos e eu estava sozinha na festa então ao bar afinal estava só foi quando o avistei, sentado bebendo e gente como ele é lindo, me sentei ao seu lado com uma cadeira de distância e pedi uma bebida, foi ele que tomou a iniciativa, afinal como informara antes não seu tomar a iniciativa.

- Oi!
- Oi! – Respondi.
- Está só.
- Bom não sei como ser mais obvia. – rimos.
- O que me diz de sairmos daqui?
- Por mim tudo bem, para onde você quer ir, andar 69. Tem uma varanda legal lá. – P****, era o andar da Lucinda, não ia rolar.
- Que tal a piscina que ninguém quase nunca frequenta?
- Pode ser também.
Enquanto saíamos olhei de rabi saca para o Gerard, e sim, ele me acompanhou com o olhar e deu para perceber sua cara fechada, mas como estava rodeado de muitos convidados não ia me atrapalhar agora.
Chegando na piscina como esperado só havia mais três casais além de nós e já fomos logo para o que interessava e uma coisa ele tem pegada, começou pelo pescoço e foi subindo enquanto descia a mão pela minha cintura, mas percebi que ele ficava muito no pescoço, aquilo começou a ficar chato, até que consegui olhar seu rosto e entendi qual era a dele.

- Qual o seu nome mesmo? – Perguntei para ver se conseguia uma brecha para me soltar.
- Lucas. – Droga era um vampiro.
- Há interessante Lucas, mas acho melhor parar por aqui.
- Agora que está ficando bom? – Foi quando me agarrou pelo braço e começou a torcer – lo.
- Me larga! – Mas para minha sorte todos que estavam ali já se foram e ficamos o que não era bom.
“Os vampiros convivem conosco de forma bem pacífica, mas deu para ver que Lucas não comia a um bom tempo e não estava afim de morrer assim.”  

Ele começou a aproximar meu pescoço de novo o que não era um bom sinal, talvez não morresse, mas se conheço bem os vampiros do meu mundo quando os olhos estão vermelhos é porque não comem a um bom tempo.
Ok, era meu fim, mas pelo menos iria morros com dignidade então comecei a chutar o Lucas com todas as minhas forças o que não adiantou muito. Então alguma coisa ou alguém nós separou, não consegui ver muita coisa apenas uma bolsa sendo jogada e um braço ao redor da minha cintura, nenhuma palavra como prometido.

Gerard me levou para o meu quarto e lá não disse nada apenas me encarou de forma muito severa e assim que o relógio tocou meia noite ele respirou profundamente e soltou o verbo.
- Você não tem juízo? Não viu que era um vampiro? Não olhou para os olhos dele? Sabe o quanto eu corri para achar vocês? Ainda bem que deu tempo conseguir uma bolsa de sangue, você podia ter morrido.
Eu o encarava, mas não saia nenhuma palavra apenas o abracei e agradeci ele me empurrou para longe com raiva, mas não disse nada mais que me repreendesse.
- É hora de dormir. – Foi só o que disse. E esperou eu tomar banho e me trocar, ficou sentado ao meu lado até eu adormecer.

Na manhã seguinte acordei com um cheiro muito bom de café da manhã, Gerard estava na minha cozinha tragando um avental roxo de coração que logo identifiquei como sendo o meu, o que me deu uma certa raiva já que não gosto que mecham nas minhas coisas.
- Porque está usando meu avental?
- Você gostou? Eu acho que fica uma graça comigo. – E sorriu descaradamente como se não estivesse fazendo nada de mais.
- Gerard quero meu avental limpo e no local onde deixei.

Ele riu, mas não disse nada apenas serviu o café da manhã e se sentou comigo enquanto comíamos, fui até a lojinha no térreo comprar unas roupas para correr quando fui parada por Lucas.

- Oi, Jhãany, né?
- Sim. – Respondi já recuando.
- Desculpe por ontem, é que fiz uma longa viagem e fiquei muito tempos em comer espero que possamos pelo menos ser amigos.
- É pode ser.
- Então até um dia.
- Até!
Mas nunca voltei a falar a falar com Lucas pois ele passa quase todo o seu tempo dando em cima das meninas do hotel o que é divertido de ver pois na maioria das vezes ele sempre se dar mal.

sábado, 23 de agosto de 2014

Montanha Russa - Ana!

Capítulo 5

- É imprescindível que alguém entre no jogo dele, o que não vai ser difícil já que todos nós somos imortais, quero dizer se resistimos ao passeio. - Respondeu o Serpente.
- Eu me candidato, estou acostumado a lutar e sou difícil de matar.  – Propôs Hian.
- Não!  - Me apressei em responder. - Desculpe Hian, mas eu tenho que vingar meu pai e minhas colegas.
- Eu estou com Hian é melhor alguém que já tenha experiência. - Falou Serpente.
- E como você espera que eu tenha experiência se você não me deixa lutar?
- Você sabe que seus poderes são bem restritos. - Rebateu.
- Estou pronta para sacrificar o que for necessário. - "Mesmo o meu amor por Hian."
- Não, escuta Ana eu não posso deixar você fazer isso, você é importante para, ..., para sua família e  para o tal lago.
- Hian, eu preciso fazer isso ou vou me arrepender para o resto da minha vida, que não é nada curta.
- Mas pode se tornar.

         Depois de negociar durante um bom tempo eles concordaram em me deixar ir, mas com a condição de que Hian iria comigo, Serpente ficaria nós esperando na chegada do carrinho, concordamos em fazer rondas durante todo o resto do dia para ter certeza de que não haveria mais vítimas.
Em casa comecei a preparar as coisas e falei com minha mãe sobre o que iria fazer, ela chorou, mas concordou quando lhe apresentei Hian e ele lhe contou sua história ela ficou mais tranquila também, e implorou a ele para me trazer em segurança, ele apenas sorriu e disse a ela que não se preocupasse.
- Tudo pronto? Vamos! - Informei, peguei todas as pedras de portal que minha avó me deixara, como novata precisaria desse apoio.
O plano era, fingir que éramos pessoas despreocupadas que passavam pelo morro e foi atraído para a luz vermelha por curiosidade, para isso necessitamos da ajuda da minha irmã com assessórios que ela fez questão de conseguir, como perucas, roupas mais comuns e atuação.
  
Inicialmente o plano deu certo e ficamos um pouco em posição de zumbi enquanto caminhávamos, Serpente já estava na chegada com a pedra que resolvi usar de apoio, pois ela tinha de está a uma distância razoável antes de ser ativada. Tudo teria dado certo não fosse um único detalhe, entramos no carrinho como pessoas atraídas, mas ele apareceu, olhou minuciosamente para nós e falou.
- Não posso acreditar no que vejo, minha vingança diante de mim. Samanta! Não sabe o quanto esperei para matar você.
Eu o encarei, afinal Samanta é minha avó, a raiva começou a subir em mim eu ia começar com a maldições que Serpente me ensinou a lançar horas antes do plano ser posto em prática, como disse queria que ele sofresse antes de ser aprisionado, no entanto tínhamos mais um passageiro que eu não tinha reparado antes.
- Nill! - Mas ele nada respondeu, e em que momento ele entrou no carrinho que eu só o percebi agora? O demônio riu.
- Esse ai já está quase morto, estava terminando de sugar sua alma quando você chegou.
- Não! - Comecei a chorar. - Como não o vimos em nossas rondas? - Lamentei.
- Ana, ele ... matou Pau...la, ele tem que morrer, faça o que for necessá...rio, mas não mor...ra, a não ser que o mate pri...meiro ele fica vulnerável quan...do come...ça a ...

- Cale-se! - E com um movimento de braço Nill, caiu do carrinho morto.
- NÃO! - Apenas encarei o demônio e comecei a me descontrolar.
- Ana, lebre - se. - Falou Hian - O que temos de fazer? E pense no que Nill falou, tenha calma.
- Não consigo.
- Sim você consegue é só se concentrar. - Nesse momento o carrinho começou a andar.
- Vamos passear Samanta. - Ele ria, enquanto o carrinho acelerava.
- Hian, enfrentei - o vou começar com a maldição.
- Entendido.

Hian se levantou e encarou o demônio que o lançou no chão com um movimento brusco, em seguida me encarou e percebeu o que eu estava fazendo e gritou.
- De novo não sua vaca!
- Como é... - Comecei a falar, mas Hian me deteve.
- Ana! Se concentre e deixe o resto comigo.
- Você? Ainda vivo? - O demônio ficou surpreso.
- Sabe o que mais curioso, eu sinto que já lutei com seres mais fortes que você, se esse tapinha, era tudo o que você tinha, então acho que é minha vez. - Hian falava e um sorriso crescia em seu rosto, então ele começou a brilhar.
Continuei com a maldição, assim que a luz que saia do Hian diminuiu, só pude ver o demônio caído no carrinho, Hian sorriu para mim e percebi que era minha vez, foquei num mundo onde não existia paz e onde aquele cara iria fazer amigos que ele nunca esqueceria, quando esse mundo já estava mais do que na nítido na minha mente o carrinho já se aproximava do Serpente, mirei minha energia para a pedra que serpente energizava.
- Hian, agora! - Hian levantou o Demônio, ele já começava a despertar, mas eu não estava mais preocupada, agora iria terminar com aquilo, joguei uma bola de energia para a pedra que Serpente segurava, nela estava o destino que escolhi para o demônio.
Hian jogou - o em direção ao portão que se abrira, logo a nossa frente, ele agora estava preso envolvido numa rede de luz da qual não tinha mais como se livrar, mas antes lhe lancei uma maldição que lhe tirou todo o seu poder.

 "Retire do frasco seu néctar e a verdade aparecer."

O mais interessante é que ele começou a envelhecer e a secar cada vez mais enquanto entrava na luz do portal, agora tinha que me certificar de fechar o portal, coisa que me aprecei em fazer, ou eu e Hian iriamos junto com ele, no entanto, pouco antes de o portal se fechar pude ver ele virando pó.

Conseguimos fechar o portal é claro, mas levamos uma queda e tanto, quando chegamos no Serpente e a montanha russa desapareceu, sob nós. Hian me segurou, mas não foi o suficiente para torcer o punho.
- E agora? - Perguntei ao Serpente.
- Eu tenho de voltar imediatamente para o lago. - Foi dito e feito, não deu 5 segundos e Serpente desapareceu na nossa frente.
- Hian, você está bem?
- Eu? Temos que esse ver esse seu punho. Vamos para sua casa agora.
- Espera o Nill.
- O corpo deve ter ficado na colina.
- Nill! – Lamentei mais uma vez sua morte. Hian me abraçou.
Chegando em casa contei tudo a minha mãe que lamentou a morte de Nill, me ajudou com meu braço e disse querer conhecer o Serpente, mas só se ele quisesse, ela ficou com um pouco de medo quando falei o tamanho dele, minha irmã me agradeceu por vingar nosso pai, do jeito dela sem palavras.
...
Uma semana após o ocorrido passei mais tempo com Hian, e começamos a discutir o que fazer dali para frente, eu tinha minhas responsabilidades quanto ao lago e Hian, para com sua amiga que estava nascendo.

- Você vai ama-la ela é fofa de mais.
- Pensei que você tinha dito que ela é arrogante.
- Também, mas eu amo a Ny.
- E o que vai fazer exatamente?
- Primeiro tenho que ir atrás de uma família de magos para me passar por cidadão comum, depois fazer amizades que me levem a conhece-la, quando for a hora certa e terei de mudar um pouco minha idade para isso, mas o mais difícil vai ser quando ela crescer e começar a perceber que não envelhece e terei de lhe contar a verdade.
- Como exatamente vai mudar sua aparência? - Fiquei curiosa.
- Vou ter que rejuvenescer alguns anos, mas não se preocupe voltarei ao normal quando ela crescer.
- Você sempre faz isso?
- Sim.
- E não cansa?
- Eu amo a ny - chan!
- Há, sei a ny-chan!
- Para! Você sabe que ela é como uma irmãzinha para mim.
- Não, eu não sei.
- Não acredito que você está com ciúmes.
- Quem está com ciúmes? É claro que não eu não conheço ela e você falando assim, quer que eu pense o que?
- Ana, eu te amo!

Fomos até a casa onde Ny-chan nascera e avaliamos a família que pareceu boa para Hian, e lá no quarto que invadimos, estava com medo de ser pegue, estava o bebê, realmente era fofa, fiquei com vontade de pegar, mas não antes de Hian lhe dar boas vindas.
- Okaerinasai, Ny-chan!



- Hum?

(FIM)

sábado, 28 de junho de 2014

Montanha Russa - Ana!

Capítulo 4



Estava no lago treinando com o Serpente que agora me treinava mais a sério principalmente pois eu não estava para brincadeira eu irai fazer o que fosse necessário tudo que estivesse ao meu alcance, do que adiantava tanto poder se eu realmente não pudesse fazer muita coisa, sei que meu trabalho é aprisionar e cuidar para que coisas como aquela nunca saiam, mas não era só isso que eu queria dessa vez. Não! Eu precisava de mais, precisava ver sofrimento.
Voltei do lago e fui a cafeteria, estava na hora de esclarecer as coisas para o Hian e não tava nem ai para a opinião que ele iria ter sobre mim, cheguei primeiro para preparar o terreno, cheguei no café e encontrei, Nill.
- Ana! - Ele me chamou.
- Nill! - Retribui. - O que faz aqui exatamente?
- Há! Você não sabe é claro. Este café é meu.
- Seu!
- Por sinal vi você e seu namorado alguns dias atrás, antes... - Ele não termino, mas sabia quanto ao que ele se referia.
- Agora que ela se foi acho que você deve saber.
- Sobre Paula? Eu já sabia. Por sinal também ia me declarar para ela depois que vi você com aquele cara eu meio que fiquei com coragem. - Ele deu um sorriso torto.
- Eu sinto tanto.
- Pelo contrário ela era sua amiga.
- Nós distanciamos de uns dias para cá.
- Ainda sim era sua amiga.
- Sim. - Ficamos um pouco em silêncio. - Falando naquele menino, por sinal o nome dele é Hian, e ele está vindo me encontrar, preciso de forma urgente falar a sós com ele, sei que é meio egoísta da minha parte, mas tem alguma mesa que possa nós dar privacidade?
- Bom eu não costumo dar esse tipo de prioridade a ninguém, mas pelo seu tom de voz assustador não vou discutir. Tem uma mesa sim.
- Obrigada. Desculpe não falar, mas é um assunto particular.
- É claro, não me ofende.

Pouco tempo depois vi o Hian chegando, Nill o encaminhou até mi, ficamos algum tempo nós observando, não sabia exatamente como começar e acho que ele já estava para sair e me dizer que não podia mais esperar.
- Você começa ou eu começo? - Fiquei sem ação, ele me perguntando quem começava, afinal eu é que devia uma explicação.
- Claro que eu começo. - Contei tudo sobre mim desde de minha avó até o lago e o demônio da montanha russa. Falei esperando que ele não acreditasse e que fosse embora me chamando de louca. Pelo contrário ele sorriu.
- Minha vez então. Não fui muito honesto com você desde de o início, eu não sou exatamente quem você pensa.
- Explique. - Seja lá o que for não me surpreenderia. 

- Sempre soube desde o começo quem você é, conheci até mesmo algumas de suas descendentes, afinal esse é meu trabalho, eu costumo viajar pelo tempo ajudando pessoas imortais assim como você, mas tenho alguém em especial que ira nascer daqui a alguns anos e de quem eu gosto muito ela sempre está renascendo, não é o amor da minha vida, mas minha melhor amiga, sempre acompanho a família em que ela vai nascer para que dê tudo certo. Claro, você pelo seu rosto ainda...
- Quem ou o que é você?
- Um viajante do tempo, em resumo é isso, existem poucos como eu, mas a maioria já se apaixonou e hoje vive em algum parte do tempo com um parceiro de vida, como eu ainda não achei ninguém continuo viajando.
- E essa sua amiga?
- Ela era simplesmente imortal como você, mas se auto amaldiçoou para sempre renascer e a cada vida passa por testes, então para não morrer de tédio eu resolvi acompanha - la durante sua eternidade, mas estou disposto a largar tudo isso por uma outra eternidade.
- Não! Se tem uma coisa que aprendi com a curta passagem da minha avó pela minha vida é que e eternidade vivida sozinha não tem felicidade inclusa, então é bom para sua amiga ter pelo menos um amigo durante sua passagem nesse mundo mesmo que ele só venha a esse mundo de vez em quando, é bom ter alguém como essa amiga, de verdade.
- Sim, acho que não conseguiria ficar muito tempo sem ver Ny-chan, minha caveirinha.
- Você gosta mesmo dela.
- Claro é minha melhor amiga, "amiga". - Ele enfatizou.

- Então você vai esperar eu terminar com esse demônio, ai poderemos sair de verdade como dois imortais, que não querem nada de mais um com outro?
- Esperar não, você não acha que eu já estou envolvido nisso?
- Hian, eu não quero que você se machuque.
- E não vou, eu prometo a você que não caio tão facilmente. - Rimos. - Só me diga como posso ajudar.
- Terei que perguntar ao Serpente.
- Hum!
- Depois falaremos sobre sobre essa "Ny..." quero saber mais sobre ela.
- Você está com ciúmes? Não acredito.
- Não estou com ciúmes, só quero saber como ela é.
- Em resumo, ela é um amor, um pouco arrogante e mal criada, mas ainda sim um amor.
- Sei!
- Vamos deixar a Ny, para depois temos de planejar como nós livrar do demônio da montanha russa.
- Ele já foi o demônio da montanha russa, mas minha avó o separou dela e o aprisionou no morro com a capinação ele foi libertado, pois seu selo foi destruído. - Hian, não pareceu surpreso.
- Desculpe. - Ele disse parecendo ler minha mente. - Mas durante minha caminhada com a Ny eu já vi de tudo, esse demônio me parece só mais um.
- Entendo. - A Ny de novo, eu realmente espero conhece - la logo.
Fui até o Serpente e relatei tudo o que aconteceu, ele ficou um pouco receoso, mas me pediu para conhecer o Hian, disse que iria traze -lo para o lago ele disse não ser seguro então marcamos com Hian de nós encontrarmos no café.

- Espera! - Me surpreendi. - Você pode sair do lago? Quero dizer, se você sair eu tenho que ficar, certo?
- É claro que não devo, mas se necessário sim eu posso sair e deixar o lago sozinho, mas nesse caso ele não está sozinho, digamos que eu sou uma serpente muito longa e possuo alguns poderes especiais.
- Chocada, isso quer dizer que você pode está em dois lugares ao mesmo tempo?.
- Poupe - me, não é óbvio? Mas não espero que você entenda até porque é muito jovem. - Eu sorri, mas ele logo me cortou com sua cara fechada.

Chegando no café, Serpente e Hian ficaram se encarando, Hian com um sorriso meio torto e Serpente de cara fechada, assim o Serpente tomou uma forma de homem maduro usando terno e tudo, uma aparência muito elegante por sinal, cabelos ruivos e olhos escuros bem pretos, mas ainda sim muito charmoso.
- Então você é um viajante do tempo. Como é que nunca nós encontramos antes?
- Bom depois que conheci a Ny e prometi acompanha - la nas suas missões eu nunca mais me interessei em conhecer mais ninguém, que também fosse imortal.
- Ny? - Serpente indagou.
- Uma alma que se auto amaldiçoou a sempre renascer e passar por provas durante suas vidas, ela começou a achar a eternidade um tédio, mas percebeu que os humanos tinham hábitos estranhos e diferentes de nós e achou que se misturar no meio deles seria divertido, contudo ela nunca lembra que é imortal e forte.
- Há! Já ouvi falar de pessoas assim. - Serpente respondeu um pouco surpreso. - Espero conhece - la, sempre quis conhecer uma alma autodidata. - Mas apesar da surpresa ele parecia conhecer bem o assunto.
- E qual a diferença exatamente de nós imortais e ela? - Fiquei curiosa.
- Nenhuma na verdade, é que no passado conheci uma pessoa condenada a viver uma eternidade bem desgraçada. - Ele respondeu, apesar de não ser o que perguntei, mas pareceu não está falando conosco. Será que o Serpente já se apaixonou no passado? Depois iria tirar essa história a limpo.
"Serpente! O que escondes?" - Pensei. 
- E a diferença? - Insisti.
- Diferente de nós essas almas podem morrer ao termino de suas vidas dando início a uma próxima, ou optar por continuar jovem e vivendo a partir da última vida em que nasceu, já nós, continuamos do mesmo jeito para sempre. - Hian me respondeu.
- Entendi. Agora voltando para o demônio, o que devemos fazer?

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Montanha Russa - Ana

Capítulo 3


Chegando em casa encontro a família ainda se preparando para jantar e minha mãe fez sinal com a cabeça para que eu a acompanhasse, obedeci, fomos a biblioteca como de costume sempre íamos para lá quando queremos conversar ou simplesmente fugir do mundo. Mamãe nada disse apenas se sentou no sofá e ficou observando a janela.
- Mãe aconteceu mais alguma coisa? - Perguntei depois daquele longo silêncio e ela foi direta.
- É difícil perder a vovó certo? - "De novo esse assunto."
- No começo sim, mas agora eu já me adaptei, um dia ela teria de ir, se foi apenas um pouco mais cedo que o esperado.
- Se você está tão bem porque não está mais indo treinar? - "Há então era isso."
- Apenas tirei uma semana de descanso, pretendia voltar nessa semana, inclusive tenho um encontro. - Achei que falar do Hian poderia parar com aquela conversa, sim já tinha aceito a morte da vovó, mas não queria falar disso.
- Um encontro? Com quem?
- O nome dele é Hian, na verdade é mais um encontro de desculpa que um de namoro.
- Explique.
- Esbarramos um no outro. E meio que para se desculparmos vamos sair juntos.
- Que coisa mais boba.
- Eu sei.
- Mas tudo bem Ana você precisa se divertir também.
- Vamos comer mãe, que é melhor.
- Vamos.

...

No dia seguinte fui me preparar para o encontro, antes fui me desculpar com meu treinador e com minhas amigas que não demostraram muito interesse nas minhas desculpas, na verdade nem se preocuparam em perguntar o motivo. Nem eu me preocupei em contar nada, nem sobre minha avó, nem sobre o Hian, ali eu comecei a perceber que não tinha amigas e sim companheiras de treino e era assim que iria manter e tratar as coisas, até por que morreriam antes de mim muito provavelmente. Voltei para casa e coloquei um vestido branco e uma tiara no cabelo espero que Hian não se importasse com simplicidade pois odeio chamar muito a atenção.
Fui ao morro como combinado e lá estava ele, Hian vestia uma calça jeans e uma camiseta preta, a como poderia esquecer as orelhas de gato, tão kawaii.
- Você chegou cedo! - Chamei sua atenção.
- Você também, pelo visto logo o morro estará limpo e poderemos apreciar o por do sol lá de cima.
- Sim. - Eu espero.

Fomos ao café que ele me sugeriu como esperado era realmente lindo, fiquei surpresa com seus gostos eram muito similares aos meus, acabamos saído por mais tempo que o combinado, já era quase 20h quando decidimos voltar para casa o morro já estava totalmente capinado, no entanto estava muito escuro e não pude ver se tinha alguma coisa escondida naquela escuridão.
- Quando você acha que os postes de luz serão postos lá? - Perguntei.
- Não sei, mas espero que não muito breve, já que quero ver as estrelas.
- Eu também. - Pouco depois de Hian desviar o olhar do morro vi uma luz levemente avermelhada que ficava cada vez mais forte, pensei em voltar depois que me separasse de Hian, tinha que investigar aquilo.

Mais a frente, vi minhas colegas de treino, pareciam está se divertindo sem mim o que não me incomodou nem um pouco, mas lembrei das vezes que saímos juntas, no entanto estava com Hian e me sentia melhor com ele. Pouco depois de Hian me deixar em casa corri para meu quarto colocar uma roupa mais apropriada para a noite, quando da minha janela pude ver uma luz forte vinha exatamente do morro quase limpo.
"O que estaria acontecendo? Espero que nada importante." - Pensei.

Esperei até meus pais dormirem, pelo menos acho que estavam, e peguei a chave extra e fui ao morro chegando lá vi algo de totalmente inacreditável uma montanha russa gigantesca que parecia não só se prender ao morro parecia seguir quase o mesmo caminha que dava para minha escola, claro que aquilo não era comum e pelo som parecia que o carrinho estava nos trilos, um pouco mais a frente pude ver ele dando giros no ar, quero dizer não era bem no ar, na montanha russa, mas parecia meio invisível.
" - Será esse meu desafio?"
Corri seguindo o caminho que o carrinho percorria e cheguei no local que deveria ser a chegada, mas o carrinho ainda iria chegar, a luz vermelha se aproximava agora mais forte, seja lá o que era aquilo eu precisava saber, na chegada a coisa ou pessoa começou a gargalhar o que era meio sinistro, continuei  escondida quando ele, seja lá o que fosse, jogou algo na rua e desapareceu com a montanha russa, mas não antes de me encarar e me deixar apavorada.

Fiquei mais chocada com o que ele deixou para trás, minhas colegas estavam ali caídas pareciam bem então tentei reanima-las.
- Acordem, Jess, Paula e Sora. - Não obtive resposta.
Como ainda respiravam, não sabia o que fazer me concentrei e chamei o Serpente através da mente, não funcionou, senti uma profunda vontade de chorar, mas me concentrei precisava de ajuda e não era hora de fraquejar, mas quem? Foi quando meu telefone tocou.
- Ana!
-Sim, Hian é você?
-Sim sou eu, queria marcar outro encontro espero não está parecendo precipitado, mas realmente gostei de hoje. - Acho que ele se esqueceu que era quase 00:00h, mas foi bom ele ter ligado.
- Hian, o que você está fazendo?
- Bem está quase na hora de dormir, mas estou só deitado.
- Sabe onde fica a escola Suydorima?
- Sim sei, poderia vir até aqui e me ajudar?
- Mas pensei que estivesse em casa!
- E estava, mas eu prometo uma explicação e também compenso você depois, mas me ajuda por favor.
- Eu estou indo, mas o que aconteceu?
- Hian, rápido. - Se iria explicar depois, não havia sentido para conversa paralela.

Guardei o celular, pois não acho seguro chamar a atenção, pelo menos não na minha cidade. Demorou um pouco, mas Hian chegou e me ajudou a levar duas das meninas para suas casas em seguida voltamos e pegamos as outras duas, sei o perigo que foi deixar as outras sozinhas e talvez devesse ter chamado a polícia ou a ambulância, mas como explicar 4 meninas desmaiadas, sem parecer louca? Em cada casa tocávamos a campainha e esperava até alguém aparecer, ironicamente deu certo. Agora eu tinha que me explicar para o Hian e lá vinha a parte realmente complicada.

Fui para casa e prometi a ele um outro encontro agora com explicação de toda aquela loucura e para explicar que eu não havia tentado matar minhas colegas.
Chegando em casa minha mãe estava na cozinha, consegui passar por ela e corri para meu quarto, troquei rápido de roupa e disfarcei o suor, desci para saber o, por quê, de ela parecer tão nervosa.
- Mãe o que está acontecendo?
- Seu pai ainda não voltou.
- E onde ele foi? - Fique preocupada.
- O morro está quase todo capinado, ele foi verificar o selo do demônio da montanha russa.
- Selo?
- Sim o que garante que ele fique aprisionado e não consiga sugar a energia vital de ninguém.
- E se o selo tiver sido removido o que acontece com o pai?
- É isso que me assusta.
- Mãe! Temos de ir atrás dele.
- Ana, porque você acha isso?

Mas não respondi, correndo, com minha mãe logo atrás, fui para onde estava a montanha russa e lá estava ela meio invisível já com o carrinho a frente, me direcionei para a escola onde estava a chegada, consegui chegar antes do carrinho e agora a única coisa que desejava era que não fosse meu pai.
- NÃO! - Minha mãe gritou. - Seu desgraçado, eu vou te caçar e te matar, seu demônio. - Ela gritava para o cara do carrinho enquanto ele ria e sumia no ar.
Meu pai ainda respirava, mas não por muito tempo agora eu entendia o que minha mãe quis dizer com energia vital, depois de chegar em casa passado cerca de 2h horas desacordado ele parou de respirar, sim meu pai morreu literalmente, eu apenas chorei e fiquei mais uma semana de luto, minha irmã também, apesar de não acreditar mais nas histórias dessa vez ela amaldiçoou e lamentou a nossa herança familiar.
- Irmã, eu não sei como, mas vingue a morte do nosso pai é o que eu lhe peço. - Não respondi nada, mas faria o que ela me pediu.

Estava consumida por raiva e voltaria ao lago e de lá traria minha vingança, sim eu não iria só aprisionar o demônio eu iria faze-lo pagar pelo que fez ao meu pai e as minhas colegas que descobri uma semana depois que haviam morrido também, tinha até investigação da polícia pelo bairro e foi assim que fiquei sabendo da morte delas eu não sabia quase nada sobre o demônio apenas suas histórias, mas sempre fui boa em pesquisas e ele ia me pagar.